velha doida - Olha, faz tempo que estou pra te falar isso. Eu e uns taxistas estamos indignados! Não faça isso com a sua filha, ela vai crescer com as pernas abertas!!!
eu - QUÊ?
vd - Andar com ela pendurada nesse pano, vai acabar com as pernas dela, é um absurdo!
eu (ainda calma, pq esse tipo de reação eu sempre ouço - mas tô começando a ficar irritada já) - não, veja bem. O sling é próprio para se carregar bebês e crianças sem causar danos à coluna ou às pernas. Além disso, acalma a criança, pois ela fica pertinho da mãe.
vd (já praticamente gritando) - é, pode ser próprio, mas não é adequado! Um absurdo! Você devia deixar ela em casa pra sair com o cachorro na rua, que horror! Vc fica muito tempo com ela aí dentro! (detalhe, eu fico cerca de 1h no total do dia, ainda acho pouco, agora até menos, porque ela tem ido andando em alguns passeios) Eu tenho uma sobrinha....
eu - CHEGA! Eu não tenho com quem deixar minha filha pra sair na rua, ela também precisa passear e aqui ela se sente segura! Ponto final!
Hoje já estou mais calma, mas no dia eu começava a tremer só de pensar... ela foi tão agressiva que a Letícia assustou, me abraçou, começou a chorar... saí de lá e ainda soltei um palavrão (e eu não sou disso). Não sei se ela ouviu... olha, sinceramente, estou cansada dessa gente... tudo começou depois de sair aquela reportagem na Veja... que coisa!
Minha amiga ficou indignada, disse que onde já se viu, nem conhece a pessoa e vai falando assim, se intrometendo! Depois, comentei com o Luis à noite. E ele falou que, se eu começasse a ter muito problema, pra falar com ele, que ele vai falar com a pessoa.
Ela não é a primeira pessoa que fala isso, mas foi a mais agressiva, chegando ao ponto de fazer a Letícia chorar de medo. Tem um senhor que fala que vou acabar com a minha coluna e eu já desisti de explicar que não sobrecarrega a coluna. Enfim...
Não aguento mais... acho que vou começar a sair com fone de ouvido na rua, fingindo estar ouvindo música... porque meu ouvido não é penico não... e eu não pedi opinião de ninguém. Ou então, como diria uma amiga, falar assim: "Você tem algum embasamento científico pra dizer isso?". Ou ser um tiquinho menos paciente: "Eu perguntei alguma coisa? Pedi sua opinião? Então vá cuidar da sua vida que da minha cuido eu, muito obrigada".
Detalhe engraçado: até hoje, quando passo na frente da casa da dita cuja, a Letícia começa a gritar na rua "velha doida" e eu caio na gargalhada... hehehehehe
PS: Na foto, ela tá com cara de incomodada? risos