quarta-feira, 28 de abril de 2010

Receita: (Un)cheesecake de laranja e café

Depois de muito tempo sem escrever nada por aqui, repasso um receita de uma amiga minha, do VegVida, Renata Octaviani Martins. Receita vegana então, todas nós podemos saboreá-la. Ainda não fiz mas, quem fizer, pode postar aqui como ficou, tá?! Eu também posto depois, quand fizer.

Vamos à receita!

Receita:
Massa:
200g de biscoito maisena vegano (boa parte das marcas o são)
3 colheres (sopa) gordura de palma ou óleo
Um pouco de água
Bater o biscoito no processador ou liquidificador até obter uma farinha. Misture a gordura/óleo e pingue água aos poucos apenas pra dar liga. Forre apenas a base (laterais, não) de uma fôrma com fundo removível e pré asse. Reserve.
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Creme:
500g de tofu firme (tipo tezukuri, de preferência)
1 xícara de suco de laranja natural
2/3 xícara de açúcar (cristal orgânico, se possível)
10g (aprox. 1 colher) de manteiga de cacau ou outro óleo aromático (nozes, castanhas) - opcional
raspas da casca de 1 laranja
Ferva o açúcar com o suco até obter uma calda. Misture a manteiga de cacau, óleo, com um batedor. Bata o tofu no processador até que ele fique bem liso e fofo. Adicione a calda ainda quente. Misture a raspa de laranja, coloque sobre a massa e leve ao fôrno até que as bordas comecem a dourar.
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Calda:
1 e 1/2 xícara (chá) café preparado.
2/3 xícara (chá) de açúcar.
Ferva até obter uma calda grossa. Despeje sobre o cheesecake e leva à geladeira.
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De preferência, consuma apenas no dia seguinte.

Fonte: http://www.flickr.com/photos/vegvida/4559755497/

quinta-feira, 18 de março de 2010

Receita: Sopinha laranja

Sei que o tempo não está muito convidativo para sopas mas ontem, com o friozinho, resolvi fazer uma sopinha que já tinha feito de outra vez, mas não com cenouras, e sim com uma abóbora. Segue abaixo a receita adaptada (como eu fiz em casa).

INGREDIENTES
500g de cenouras descascadas e picadas em rodelas
1 cebola picada
1 punhado de alho poró (usei tanto folha como parte branca)
Suco de 4 laranjas pêra
1/2 colher de chá de cominho em pó
1/2 colher de chá de gengibre em pó
Água
Azeite
Sal

Aqueça a panela, acrescente o azeite, a cebola, o alho-poró, o gengibre e o cominho. Aqueça e acrescente a cenoura. Refogue até ficar com um cheiro bom (e fica mesmo!). Acrescente o suco (cuidado pra não deixar cairem as sementes, que amargam a sopa) e 4 copos de água pura. Acrescente o sal. Assim que ferver, abaixe o fogo e cozinho por 30 minutos. Triture no liquidificador e coe de volta para a panela. Aqueça novamente até que toda a sopa se encorpe. Acerte o sal.

DICAS: Você pode cozinhar um macarrão para sopa e acrescentar depois que ela estiver pronta, ao invés de tomar somente o caldo. Eu usei macarrão de letrinhas, o preferido da Letícia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Letícia é vegetariana!


Essa é uma frase que ouvimos direto da nossa pequena.

Desde pequena a gente explica pra ela porque somos vegetarianos, porque não devemos comer os animais, tudo numa linguagem simples. Falamos que os animais são nossos amigos, que eles também tem família e eles ficam tristes quando alguém vai lá e mata um deles pra comer, que os outros ficam chorando. Essas coisas pra crianças mesmo (aliás, preciso ver se faço download de algumas animações sobre vegetarianismo, mais leve pra crianças. Alguém conhece algo do tipo voltado pra crianças?).

Um dia desses, ela pediu pra assistir o desenho O Segredo dos Animais. Coloquei pra ela ver, pela segunda vez (na primeira ela não conseguiu terminar de ver, chorou muito quando o boi morreu no começo do filme). Aí, ela foi vendo e chegou na parte que as raposas pegam as galinhas e querem comê-las. Quando ela viu, ficou horrorizada e me disse assim:

- Não pode comer galinha, mamãe. Elas são amigas e ficam tristes, sentem dor. A gente só pode comer frutas, verduras, legumes, café da manhã, lanche, pão...

Nem preciso dizer que fiquei orgulhosa da minha pequena defensora dos animais e do vegetarianismo. E falou assim mesmo, na linguagem própria dos dois anos de vida, claro. E a enchi de beijos, abraços e disse que era aquilo mesmo. E outras frases dela:

- A Letícia é vegetariana.
- Carne faz mal. Mata os bichinhos e mata as florestas.
- A Letícia adora comer brócolis.

Falando nisso, deixa dar o lanche da minha pequena. Ela precisa ficar forte pra, daqui a pouco, pedir de novo que eu tenha as irmãs gêmeas dela (que ela já deu nome: Laura e Sofia).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Grávida e Vegetariana


Que algumas pessoas ainda tem preconceito contra os vegetarianos, todos sabem. Mas, ao saber que a moça vegetariana está grávida, aí sim, prepare os ouvidos para ouvir muita coisa absurda. Criança vegetariana então, nem se fala!!! Mas, vamos falar primeiro das grávidas. E da minha experiência.

Desde que me tornei vegetariana, já estava claro em minha mente que eu não mais comeria carne, nem mesmo na gravidez e amamentação.. E os filhos, consequentemente, seriam vegetarianos.

Assim que descobri que estava grávida, comecei a pensar: "se a médica falar besteira da dieta, nem perco meu tempo, procuro outros médicos, tem tantos por aí mesmo". Mas ela até me disse que é a melhor dieta para as gestantes, porque nutre muito bem o feto, evita o famoso intestino preso e, por ser uma alimentação mais leve e saudável, nós, gestantes, temos menos problemas com os enjoos (não que eles não existam, claro, mas eu não os tive mesmo), pressão alta e, se não abusar dos doces e refrigerantes (como algumas pessoas, sejam vegetarianas ou não, abusam), diabetes gestacional.

Mas isso não significa que eu não tive que tomar as vitaminas recomendadas, além da B12: ácido fólico e ferro. Fora isso, ter uma alimentação bem balanceada mesmo. Meu maior aliado neste quesito foi (e continua sendo) a feira que vou semanalmente, comprar minhas vitaminas em forma de frutas, verduras e legumes fresquinhos.

Outra vantagem que os vegetarianos tem é o fato de se preocuparem em ler mais sobre nutrição, aprender sobre as melhores combinações para potencializar a absorção de determinados nutrientes, quais combinações evitar, além de experimentar muito na cozinha, usar temperos naturais, abusar de sucos e frutas. Com isso, a alimentação fica muito mais balanceada e nutritiva que a alimentação onívora que, quando saudável, é composta de arroz, feijão, carne e salada de alface.

Algumas pessoas ficavam preocupadas com o fato de eu não comer carne de nenhum tipo, estar grávida e nem cogitar comer pelo menos um peixinho... Mas minha melhor resposta era, e continua sendo, a minha saúde. Claro que sempre tinha alguém que começava a falar muitas asneiras, a pior foi: se a grávida não comer carne nenhuma, o bebê nasce sem cérebro. O que eu respondi? Que isso era besteira e coisa de programa sensacionalista... depois, começaram a me deixar em paz.

Os cuidados que eu tinha com minha alimentação perduram até hoje: comer muitas verduras cruas, verduras cozidas no vapor, vegetais verdes-escuros (ricos em cálcio e ferro), leguminosas (ricas em cálcio e ferro também), cereais, grãos, sementes, oleaginosas, legumes, raízes, tubérculos, frutas (naturais ou em forma de sucos); sempre combinar alimentos ricos em ferro com aqueles ricos em vitamina C, para melhorar a absorção do ferro e evitar os laticínios depois de uma refeição rica em ferro, porque isso inibe a absorção dos dois nutrientes; fazer 5 a 6 refeições diárias, sendo as mais importantes o café da manhã e o almoço (o correto é se alimentar a cada 3 horas, com pequenos lanches entre as refeições, hora certa, sem beliscar o dia todo); beber muito líquido (de 2 a 3 litros por dia). Claro que algumas vezes escapo e como pizza, lanche... mas não é sempre e nem todos os dias. Uma coisa posso garantir: nossa alimentação mudou pra melhor depois que viramos vegetarianos. E eu fui uma grávida muito saudável, com todos os exames perfeitinhos (até a médica comentou que uma moça que ia lá estava com uma anemia séria, e comia carne todos os dias).

A barriga foi crescendo, a Letícia também foi crescendo, segui com meus exercícios (hidroginástica) e me alimentando bem. A única coisa que me arrependo foi de não ter feito acompanhamento com um nutricionista especializado em vegetarianismo, só o que fiz foi pesquisar, pesquisar e pesquisar um pouco mais, por conta própria. No meu caso, deu tudo mais do que certo, mas o que recomendo é fazer mesmo um acompanhamento. A Letícia faz e é muito saudável, obrigada.

Foto: eu, Suzie e Letícia no barrigão de oito meses.

PS: Este post também foi publicado no site http://blogvidaverde.blogspot.com

sábado, 9 de janeiro de 2010

Almoço de sábado

Aqui a receita do nosso almoço de sábado (hoje mesmo). Quem quiser saber como foi gostoso fazê-lo, clique aqui.

Primeiro, fiz uma salada de alface, agrião, pepino japonês e tomate. Teve também tirinhas de tofu temperadas com gengibre em pó e shoyo, batatas cozidas com sal e, depois de esfriar, temperadas com azeite, salsinha e cebolinha, espaguete ao pesto, ratatouille e suco de laranja (4 laranjas), abacaxi e melancia, sem açúcar. Seguem as receitas.

Espaguete ao pesto
meio pacote de espaguete
1 maço de manjericão
3 dentes de alho
meia xícara de azeite de oliva
1 tomate
sal a gosto

Em um liquidificador bata o alho, o manjericão, o azeite e o tomate. Cubra a massa já cozida com esse pesto.

Ratatouille
1 berinjela
1 abobrinha
1 tomate
1 cebola
2 dentes de alho
azeite
sal e temperos a gosto

Pique em cubos a berinjela, a abobrinha e o tomate. Em uma frigideira, refogue no azeite a cebola, alho, berinjela e abobrinha. Depois junte o tomate e deixe esfriar.

Receitinhas das nossas festas

Seguem aqui as receitas, sem fotos, porque nem deu tempo de tirá-las, do que fiz para o Natal e Ano Novo.

NATAL

Bruschetta
pão italiano
requeijão (mas podem fazer tofupiry também)
tomates fatiados
orégano (pode ser manjericão desidratado também)

Fatie o pão com aproximadamente 1cm. Passe o requeijão, coloque as fatias de tomate e o orégano. Leve ao forno por 10 minutos. Em seguida, adicione um fio de azeite.

Pastel de papas
1kg de batatas
2 colheres (sopa) margarina vegetal
250g de PVT
1 cebola picada
2 dentes de alho
1 xícara de molho de tomate
1 colher (sopa) páprica doce
100g de azeitonas verdes picadas
sal e temperos a gosto

Cozinhe as batatas com água e sal. Enquanto isso, refogue em uma panela a cebola e o alho, coloque o PVT hidratado, a páprica, o molho de tomate, as azeitonas, o sal e os temperos. Pegue as batatas cozidas e faça um purê com a margarina. Unte uma travessa, coloque uma camada de purê, depois uma camada de PVT e, por fim, uma nova camada de purê. Leve ao forno para dourar.

Nugatone (bolo de aveia)
2 xícaras e meia de aveia
1 xícara de açúcar demerara orgânico
200g de margarina vegetal
1 xícara de cacau em pó
8 colheres de sopa de água
200g de bolachaa integrais finas

Misture todos os ingredientes (menos as bolachas) em uma panela. Leve ao fogo e mexa até dar liga. Em uma assadeira, monte o bolo alternando uma camada de bolachas e outra de creme. Termine com uma camada de creme e decore com morangos (não decorei, não tinha morangos).

ANO NOVO
Este foi mais simples... fiz uma salada de folhas (alface crespa, alface americana e agrião), tomate, pepino, milho verde e palmito e uma lasanha de abobrinha. Não teve sobremesa... fiquei devendo até hoje.

Lasanha de abobrinha
1 pacote de massa de lasanha
2 abobrinhas brasileiras cortadas em tiras finas
4 xícaras de molho de tomate (eu usei um pouco mais...)
1/2 cebola picada
2 dentes de alho
salsinha
sal e azeite de oliva a gosto
100g de PVT granulada e hidratada. Tire o excesso de água

Primeiro, prepare o molho. Refogue a cebola, o alho, a PVT e o sal até dourar. Acrescente salsinha e o molho de tomate e deixe cozinhar por 5 minutos. Reserve. Agora prepare a lasanha. Coloque a massa já cozida em uma superfície lisa. Passe uma camada do molho, uma camada de abobrinha, uma de massa, e mais molho. Leve ao forno por 30 minutos.

Bom apetite!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Au au não: é cachorro!

Alguns de vocês sabem que nós não falamos tatibitate com a Letícia. Portanto, falamos com ela normalmente, conversamos num tom de voz normal e falamos as coisas corretamente. Afinal, a Lê é um adulto verticalmente reduzido, apenas isso, entende tudo perfeitamente.

Prova disso é que nunca falamos "piu piu", "au au", "mi au" e tantas outras coisas que vemos os pais falando por aí. Sempre falamos o nome correto: passarinho, cachorro, gato. E ela fala corretamente e até fica olhando feio pra quem fala errado com ela. Outro dia uma senhora ficou insistindo em falar au au, mesmo eu explicando que era pra falar corretamente, que a Lê não sabe o que é au au. Aí a Lê virou pra senhora e falou assim: "a vovó não sabe falar cachorro". Huahuahuhauhua, a senhora nunca mais falou nada =P

Abaixo, algumas coisas que nossa pequena sabe falar. Vejam: ela não apenas fala "passarinho" e "cachorro", como sabe algumas espécies de aves e raças de cães. Fala a verdade: ela, nem tem dois anos e já sabe, então, pra que ensinar o jeito errado de falar? Na minha opinião, isso só atrapalha, porque a criança (acho) nem sabe o que estamos falando quando falamos certo (quando falam errado com a Lê, ela olha estranho, não entendo nadica de nada do que estão falando com ela).


Letícia falando as aves (ela errou só o "papagaio verde" e o "papagaio azul) - detalhe: eu não sei direito as aves dos desenhos, fui falando o que eu achei que eram, ok?



Letícia falando as raças de cães (bom, essas eu sei quais são, mas não é lindinho ver ela falando do jeitinho dela?)