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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Imaginação

Acho incrível como, de repente, a Letícia passou a se identificar com personagens de programas que ela gosta.

O primeiro personagem foi o Mike, de Monstros S.A.. Ela ficou um tempão sendo o Mike. Depois, ganhou o DVD do Balão Mágico de Dia das Crianças e passou a ser o Mike da Turma. risos. O mais interessante, é que todos da família acabam sendo os personagens também. Isso começou no Balão Mágico. Ela era o Mike, eu o Tobby, o Luis o Jairzinho, minha irmã a Simony, minha mãe o Fofão, meu irmão o Fábio, meu pai o Roberto Carlos e a Suzie o Yó (aquele bicho da música "É tão lindo"). Pois é, a Suzie também entra na onda =)

Recentemente, estamos assistindo a um seriado antigo chamado "Os Pioneiros", que é baseado na série de livros da Laura Ingalls Wilder. Eu tenho todos os livros e recomendo. É muito interessante, não apenas como leitura, mas para se ter ideia de como era viver lá longe, pelos anos de 1870 e poucos. Quantas dificuldades, o valor da família e dos amigos... que supera qualquer coisa! Interessante mesmo. Claro que a série não é um retrato fiel dos livros (que são 9 ao todo), mas acho muito interessante também, pois o essencial é mostrado: como eles, juntos, conseguem fazer muitas coisas; que apesar de todos os problemas, estão sempre juntos, um apoiando os outros; passam por muitas dificuldades, mas, mesmo assim, os amigos estão sempre por lá.

Neste também a Letícia tem uma personagem, que é a Mary Ingalls. Há alguns dias, Mary ficou cega e a Letícia, no mesmo dia, começou a falar que não conseguia enxergar mais, porque ela era a Mary e tinha ficado cega. Mas não pensem que ela ficou com medo: encarou na boa e viu que a personagem deu a volta por cima: ao invés de ficar se lamentando, foi para uma escola específica para deficientes visuais e até se tornou professora (tudo isso aconteceu na vida real). Hoje, apesar da Letícia ser a Mary, não diz mais que não enxerga nada.

E nós, quem somos na história? Minha mãe é a própria Laura Ingalls, a autora dos livros e a personagem principal; eu sou a Carrie Ingalls, terceira filha do casal, que trabalhou como jornalista na vida real; Luis é o Charles Ingalls, pai das meninas e um dos primeiros pioneiros dos EUA; minha irmã é a Caroline, a mãe das meninas; Suzie é o Bandido, o cachorro da família. Ninguém mais na família tem um personagem definido... risos.

Mas, acho mesmo interessante como ela passou da fase bebê e está na fase criança, na fase da fantasia. Incrível isso... e até quando brinca de casinha, os personagens são todos da série da Laura Ingalls. Agora, preciso pegar os livros e trazê-los para cá, porque ela já quer que eu os leia pra ela. E terei uma plateia pra ouvir as histórias: o Charles e a Laura =)

Foto: da esquerda para a direita: Laura, Charles, Caroline (com a Gracie, quarta filha, no colo), Mary (já sem enxergar) abraçada à Carrie e Bandido, o cão adotado, junto à família Ingalls.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fazendo farra na cozinha

Ultimamente tenho tido uma excelente ajudante em cada coisa que faço, principalmente na cozinha.

Interessante de ver como a Lê tem interesse em aprender a cozinhar: ela faz questão de me ajudar quando vou preparar alguma coisa. Claro que quando essa coisa é algo mais complicado, eu acabo fazendo enquanto ela dorme; mas, se for algo simples, faço com ela acordada mesmo. Seria uma maneira dela aprender, ajudar e ver como se faz comida, até mesmo incentivá-la a comer aquilo que ela ajudou a preparar.

Isso já começou faz um tempo, mas ainda não tinha fotos legais pra postar aqui. Mas ela gosta de ajudar no preparo do arroz, feijão, salada, legumes. Semana passada ela se entreteu escolhendo e lavando feijão e fazendo um bolo vegano de laranja (adorou raspar a tigela depois). Hoje ela me ajudou a fazer uns pastéis (não sei se a massa é vegana, foi ganha), me ajudou a preparar o recheio (PTS temperada com azeite, sal, orégano, ervas, chimi churry, cominho, curry, salsinha e cebolinha) e a fechar a massa, além de ajudar com a salada: escolheu as folhas de agrião e colocou-as na tigela junto com o pepino e o tomate já fatiados.

Claro que ela mais comia o recheio do pastel do que colocava nele... risos. Mas isso faz parte. Quero esta semana fazer pão com ela e, se eu estiver a fim de comer tranqueira, um brigadeiro.

Fotos: Letícia ajudando com o pastel e com a salada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Letícia é vegetariana!


Essa é uma frase que ouvimos direto da nossa pequena.

Desde pequena a gente explica pra ela porque somos vegetarianos, porque não devemos comer os animais, tudo numa linguagem simples. Falamos que os animais são nossos amigos, que eles também tem família e eles ficam tristes quando alguém vai lá e mata um deles pra comer, que os outros ficam chorando. Essas coisas pra crianças mesmo (aliás, preciso ver se faço download de algumas animações sobre vegetarianismo, mais leve pra crianças. Alguém conhece algo do tipo voltado pra crianças?).

Um dia desses, ela pediu pra assistir o desenho O Segredo dos Animais. Coloquei pra ela ver, pela segunda vez (na primeira ela não conseguiu terminar de ver, chorou muito quando o boi morreu no começo do filme). Aí, ela foi vendo e chegou na parte que as raposas pegam as galinhas e querem comê-las. Quando ela viu, ficou horrorizada e me disse assim:

- Não pode comer galinha, mamãe. Elas são amigas e ficam tristes, sentem dor. A gente só pode comer frutas, verduras, legumes, café da manhã, lanche, pão...

Nem preciso dizer que fiquei orgulhosa da minha pequena defensora dos animais e do vegetarianismo. E falou assim mesmo, na linguagem própria dos dois anos de vida, claro. E a enchi de beijos, abraços e disse que era aquilo mesmo. E outras frases dela:

- A Letícia é vegetariana.
- Carne faz mal. Mata os bichinhos e mata as florestas.
- A Letícia adora comer brócolis.

Falando nisso, deixa dar o lanche da minha pequena. Ela precisa ficar forte pra, daqui a pouco, pedir de novo que eu tenha as irmãs gêmeas dela (que ela já deu nome: Laura e Sofia).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Au au não: é cachorro!

Alguns de vocês sabem que nós não falamos tatibitate com a Letícia. Portanto, falamos com ela normalmente, conversamos num tom de voz normal e falamos as coisas corretamente. Afinal, a Lê é um adulto verticalmente reduzido, apenas isso, entende tudo perfeitamente.

Prova disso é que nunca falamos "piu piu", "au au", "mi au" e tantas outras coisas que vemos os pais falando por aí. Sempre falamos o nome correto: passarinho, cachorro, gato. E ela fala corretamente e até fica olhando feio pra quem fala errado com ela. Outro dia uma senhora ficou insistindo em falar au au, mesmo eu explicando que era pra falar corretamente, que a Lê não sabe o que é au au. Aí a Lê virou pra senhora e falou assim: "a vovó não sabe falar cachorro". Huahuahuhauhua, a senhora nunca mais falou nada =P

Abaixo, algumas coisas que nossa pequena sabe falar. Vejam: ela não apenas fala "passarinho" e "cachorro", como sabe algumas espécies de aves e raças de cães. Fala a verdade: ela, nem tem dois anos e já sabe, então, pra que ensinar o jeito errado de falar? Na minha opinião, isso só atrapalha, porque a criança (acho) nem sabe o que estamos falando quando falamos certo (quando falam errado com a Lê, ela olha estranho, não entendo nadica de nada do que estão falando com ela).


Letícia falando as aves (ela errou só o "papagaio verde" e o "papagaio azul) - detalhe: eu não sei direito as aves dos desenhos, fui falando o que eu achei que eram, ok?



Letícia falando as raças de cães (bom, essas eu sei quais são, mas não é lindinho ver ela falando do jeitinho dela?)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aprendendo a usar o banheiro


Faz algumas semanas venho ensinando a Letícia a usar o banheiro. Ela já não fazia mais coco na fralda fazia tempo, pedia pra usar a privada. Aí, pensei: então, vamos tirar de vez e usar só pra dormir.

Claro, foram inúmeros xixis no chão - nunca limpei tanto xixi fora de lugar, nem quando a Suzie estava aprendendo a usar o jornal (já que ela veio sabendo fazer só fora de casa) - mas nunca coco: esse ela pedia pra ir.

Sempre com paciência, claro, limpava o xixi e explicava que ela precisava pedir pra ir no banheiro antes de fazer.

Teve dias que ela adorava fazer xixi nela mesma, pisotear no xixi (e cair bastante também) e lavar o cabelo - a Letícia tá lavando o cabelo, a Letícia tá lavando o rosto. Nessas horas, só tinha que rir mesmo.

O treino pra ir ao banheiro é assim mesmo: demorado, cansativo, temos que ter paciência e não ficar nervosa com a criança porque ela errou. Se ela errou, é porque ainda não entendeu, e não porque é uma criança má (o mesmo se aplica quando ensinamos um cão, sabiam disso? Aliás, muito do que uso pra educar a Letícia, uso pra educar a Suzie também - e tem dado muito certo, diga-se de passagem. Essa é uma das vantagens de se saber lidar com um cão - você acaba sabendo como lidar com uma criança também).

Fazendo esse treino, descobri que minhas meninas têm mais uma coisa em comum: o olhar de quem quer fazer xixi. As duas me olham do mesmo jeitinho, como quem diz: "mãe, me leva pra fazer xixi? Tô meio apertada aqui....". Verdade! A Letícia não pede explicitamente "mamãe, quero fazer xixi", como faz quando quer fazer coco. Ela me pede com o olhar. Então, mãe sempre atenta aos olhares das duas filhas agora. E têm também as mesmas atitudes, me seguem com aquele "olhar de xixi", como tenho brincado ultimamente.

Ontem foi muito engraçado. A Letícia entretida com seus brinquedos, dançando as musiquinhas dela e eu terminando de preparar os pratos de cada uma pra jantar. Aí, de repente, vem ela: "mamãe, a sala tá suja". Eu fui ver e vi umas bolinhas no chão. Coco. Ela esqueceu de me avisar que estava com vontade de fazer mas, mesmo assim, não fez na calça: abaixou as calças, agachou, fez coco beeem no cantinho, longe dos brinquedos. Achei a maior graça, mas não se pode rir na frente dela, né?! Senão, ia ser todo dia coco na sala, porque eu achei muito engraçado. Limpei e joguei na privada, pra ela ver. Depois de uma hora, me pediu pra ir fazer xixi e coco: que bonitinha, fez mesmo, os dois!

Outra vantagem de se ter cão é você ter em casa produtos que tiram o cheiro de xixi e coco. Eu os uso pra limpar os erros da minha filhinha pelada também, lógico!

E vamos seguindo com o treino, entre muitos acertos, alguns erros e muita diversão também. Afinal, nem tudo na vida é só trabalho: precisamos, e devemos, nos divertir em cada momento (e eu venho tentando aprender isso, preciso praticar mais minha diversão...).

Na foto, Letícia ainda com 1 aninho, mas já fazendo coco só no banheiro. E, claro, lendo revistas como a mãe =) Qual revista ela estava lendo? Cães & Cia hehehehehe.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Preguiçosa?


Nós somos assim: estamos sempre julgando os outros... infelizmente, é a nossa realidade de seres humanos. Eu mesma tenho muito que melhorar neste aspecto.

Mas, o que eu acho horroroso é ver pessoas julgando bebês. Quantas e quantas vezes a Letícia não foi chamada de preguiçosa por pessoas na rua, que sequer a conhecem (ou me conhecem), só porque ela demorou a andar. "Ai, menina, como você é preguiçosa, precisa andar logo". E eu respondia que ela ia andar quando ela estivesse pronta para andar. Puxa, falando como se ela nem estivesse ali, como se não ouvisse, se não entendesse... acho que isso acaba com qualquer um, e os bebês são sim sensíveis.

A Letícia andou com 1 ano e 3 meses. Pra muita gente ela andou tarde; pra gente, ela andou no tempo certo dela. A pediatra sequer se preocupou, disse que estava tudo certinho.

Hoje mesmo, a mãe de uma amiga minha me parou na rua de manhã e disse "nossa, como a Adriana é preguiçosa, tá com 1 ano e 1 mês e ainda nem andou". Gente, que é isso? Daqui a pouco as crianças vão precisar já nascer andando e falando, né?!

Quando a Lê sequer engatinhava, também a chamavam de preguiçosa... que é isso!!

Ela falou aos 8 meses. "Nossa, que menina precoce, esperta". Ué, então por que a chamavam de preguiçosa quando ela não engatinhava e andava?

Hoje ela se desenvolveu muito bem, obrigada. Não deixa nada a desejar às crianças da mesma idade que ela: corre, anda, pula, escala, cai, dança, fala pelos cotovelos, repete tudo o que ouve, pinta, gosta de ouvir historinha, monta os brinquedos, brinca com a Suzie, brinca de pega-pega, esconde-esconde, ouve música... enfim, é uma criança normal, fazendo as coisas sempre no tempo certo dela.