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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que realmente importa


Pode parecer estranho mas, enquanto muita gente fica feliz ao comprar o carro do ano; ao ter aquele celular que até faz a janta pra você; conseguir dinheiro para aquele super notebook que inclusive passa a sua roupa; eu fico feliz em ter a oportunidade de passar um tempo com minhas meninas e meu meninão (risos).

Tudo bem, livros também me deixam super felizes e quem me conhece sabe disso. Livros são a minha perdição.

Mas... nada como passar um tempinho com a família nestes tempos modernos, em que tudo desvia a nossa atenção, onde temos tudo, menos tempo.

Gosto disso, dos momentos de contação de histórias; dos passeios no parque, ou menos na rua, onde podemos levar a Suzie junto.

Afinal, tudo o que passamos juntos, em família, ficará guardado na nossa memória, como algo bom que nos aconteceu. Quem não se lembra da mãe contando histórias; do pai ensinando a andar de bicicleta; do avô jogando bola e da comilança na casa da avó. Essas coisas não acabam, nunca. Já os computadores, celulares e carros... estes sim, acabam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Imaginação

Acho incrível como, de repente, a Letícia passou a se identificar com personagens de programas que ela gosta.

O primeiro personagem foi o Mike, de Monstros S.A.. Ela ficou um tempão sendo o Mike. Depois, ganhou o DVD do Balão Mágico de Dia das Crianças e passou a ser o Mike da Turma. risos. O mais interessante, é que todos da família acabam sendo os personagens também. Isso começou no Balão Mágico. Ela era o Mike, eu o Tobby, o Luis o Jairzinho, minha irmã a Simony, minha mãe o Fofão, meu irmão o Fábio, meu pai o Roberto Carlos e a Suzie o Yó (aquele bicho da música "É tão lindo"). Pois é, a Suzie também entra na onda =)

Recentemente, estamos assistindo a um seriado antigo chamado "Os Pioneiros", que é baseado na série de livros da Laura Ingalls Wilder. Eu tenho todos os livros e recomendo. É muito interessante, não apenas como leitura, mas para se ter ideia de como era viver lá longe, pelos anos de 1870 e poucos. Quantas dificuldades, o valor da família e dos amigos... que supera qualquer coisa! Interessante mesmo. Claro que a série não é um retrato fiel dos livros (que são 9 ao todo), mas acho muito interessante também, pois o essencial é mostrado: como eles, juntos, conseguem fazer muitas coisas; que apesar de todos os problemas, estão sempre juntos, um apoiando os outros; passam por muitas dificuldades, mas, mesmo assim, os amigos estão sempre por lá.

Neste também a Letícia tem uma personagem, que é a Mary Ingalls. Há alguns dias, Mary ficou cega e a Letícia, no mesmo dia, começou a falar que não conseguia enxergar mais, porque ela era a Mary e tinha ficado cega. Mas não pensem que ela ficou com medo: encarou na boa e viu que a personagem deu a volta por cima: ao invés de ficar se lamentando, foi para uma escola específica para deficientes visuais e até se tornou professora (tudo isso aconteceu na vida real). Hoje, apesar da Letícia ser a Mary, não diz mais que não enxerga nada.

E nós, quem somos na história? Minha mãe é a própria Laura Ingalls, a autora dos livros e a personagem principal; eu sou a Carrie Ingalls, terceira filha do casal, que trabalhou como jornalista na vida real; Luis é o Charles Ingalls, pai das meninas e um dos primeiros pioneiros dos EUA; minha irmã é a Caroline, a mãe das meninas; Suzie é o Bandido, o cachorro da família. Ninguém mais na família tem um personagem definido... risos.

Mas, acho mesmo interessante como ela passou da fase bebê e está na fase criança, na fase da fantasia. Incrível isso... e até quando brinca de casinha, os personagens são todos da série da Laura Ingalls. Agora, preciso pegar os livros e trazê-los para cá, porque ela já quer que eu os leia pra ela. E terei uma plateia pra ouvir as histórias: o Charles e a Laura =)

Foto: da esquerda para a direita: Laura, Charles, Caroline (com a Gracie, quarta filha, no colo), Mary (já sem enxergar) abraçada à Carrie e Bandido, o cão adotado, junto à família Ingalls.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A menina do brócolis

Vou começar uma série nova aqui no blog. É a "Menina do brócolis". Quem aí se lembra do menininho do brócolis, no comercial do Sustagem? Acredito que todos, não é mesmo? Eu sempre achei uma graça aquele menininho, sempre mesmo. E, não é que eu tenho a minha própria menininha do brócolis em casa? Vamos às cenas.

Cena #1
Depois de fazer umas berinjelas recheadas, mesmo sabendo que a Lê não é muito fã deste legume, coloquei uma no prato dela. Ela devorou rapidinho e, mesmo com outras coisas no prato, como omelete que ela AMA, ficou me enchendo.
Letícia: Quero mais berinjela, mamãe.
Eu: Come mais um pouco das outras comidas que você gosta.
Lê pega UM grão de feijão e solta:
Lê: Pronto mamãe, me dá outra berinjela agora?

Dei mais uma só, mesmo ela querendo mais.

Cena #2
Fiz couve-flor e brócolis refogados no alho e óleo (coisa básica, né?!), que ela adora. Quando acabou, lá vai a Letícia:
Lê: Eu quero mais brócolis e couve-flor!
Eu dei, e não é que a danada comeu todos e ainda comeu o que mais tinha no prato?

Cena #3
Na casa da minha avó paterna (que chamarei de Bisa).
Bisa: Letícia, você quer guaraná ou coca-cola? (ARGHHHH)
Eu expliquei pra Bisa que ela não tomava refrigereco, ops, refrigerante, e perguntei pra Lê:
Eu: O que você quer beber, filha?
Lê: Suco de laranja.
Detalhe, não tinha suco nenhum lá. Tinha leite e achocolatado, menos mal. Nós 3 bebemos, já que eu, Luis e Lê não tomamos nem comemos tranqueiras industrializadas.

Cena #4
Tomando óleo mineral pra ajudar a fazer o #2 (que tava uma missão impossível, uma verdadeira saga, e continua um pouco embaçado ainda).
Luis: Toma o remédio pra ajudar a fazer coco.
Letícia: Não quer yakult (Explicação: a gente tentou dar yakult pra ela e ela DETESTOU. Falamos que era remédio pro coco sair, por isso ela associou Yakult = remédio e não quis tomar).
Eu: Toma, Lelê, pro coco não ficar muito duro.
Ela então tomou a quantidade indicada pela médica. Logo depois:
Lê: Quero mais!!!

Cena #5
No mercadinho do bairro, comprando algumas coisinhas pra gente (na verdade, procurando mexericas).
Eu: Hummm, não tem mexerica. Vou levar umas laranjas a mais pra fazer suco.
Lê: Leva batata-doce?
Eu: Não, tem em casa.
Lê: Leva couve-flor, mamãe! Olha, tem brócolis! Vamos levar?
Eu: Meu amor, tem tudo isso em casa... olha, tem maracujá, vamos levar pra fazer suco? E pimentão amarelo, vamos levar também?
Lê: Oba, vamos! É gostoso, né?!
Depois disso, até comprei um iogurte de ameixa preta (tudo pra ela fazer coco mais fácil, ô dó!) pra ela, a coisa mais trash da cestinha.

Detalhe: no caixa, uma senhora na nossa frente com o neto, levando um monte de kinojo, ops, miojo, refrigereco, opa, refrigerante e biscoitos recheados de gordura trans.

Pérolas da Letícia, a série: parte 4

Fazia um tempinho que a Lê não dizia mais as suas pérolas, que toda criança tem, e eu já estava com saudades. Esta semana, ela falou duas pérolas engraçadíssimas! Vamos a elas.

Pérola #1
Senhor na rua: Olha lá, a jiboia! (Não sei porque DIABOS ele fala que a Suzie é uma jibóia... ô saco!).
Letícia: O homem não sabe falar cachorro, não é, Fúlvia? (Pois é, ela está numa fase em que não somos papai e mamãe, mas sim, Luis e Fúlvia).

Explicando: a primeira vez que ela ouviu esse senhor falando "Olha lá, a jiboia!" ela perguntou pra mim o que era uma jiboia. Eu disse que era uma cobra muito bonita, mas que ele falava que a Suzie é que era uma jiboia. Ela, perguntou porque e eu respondi "porque esse homem não sabe falar cachorro". Entenderam a pérola?

Pérola #2
Eu: Puxa, como esse elevador é demorado!
Letícia: Demorado igual ao papai.

HUAHUAHUAHUAHUA! Essa dispensa explicações =P

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dias preguiçosos...

Ontem à tarde eu estava simplesmente um caco. 1 da tarde parecia meia noite: meus olhos vermelhos e eu já bamba de sono. Sim, eu tinha coisa pra fazer mas, decidi cuidar um pouco do meu bem-estar e deixar todo o resto pra lá.

Deixa a roupa suja, deixa a roupa amassada, deixa a comida pra fazer depois mesmo... fui deitar com a Suzie. Frio, chuva e sono foi o trio perfeito.

A Lê acordou ainda antes de mim e ficou preocupada em não me ver na sala. Me achou no quarto e falou pra mim que achava que eu tinha sumido, daí me deu um abraço bem gostoso (imagina se eu tivesse mesmo fora de casa?).

Fizemos um lanchinho e daí caiu a ficha: hummm, não tinha quase nada pra comer de janta. Então, vamos de sopa. Mas, sopa do quê? Daí, me lembrei de um livro que comecei a ler esta semana, Julie & Julia (isso mesmo, o livro do filme) e lá tem uma receita de sopa de batata, fácil de fazer. Beleza: peguei as batatas e o alho-poró, coloquei na panela com água, sal, curry e gengibre e deixei por 45 minutos. Depois disso, amassei tudo (isso mesmo, não bati no liquidificador) e coloquei um bocadinho de margarina, na falta de manteiga. Voltou pro fogo pra engrossar. Meu Deus! Como ficou gostosa a sopa! Todo mundo gostou. Pra acompanhar, comemos o que tinha sobrado de arroz e feijão, uma salada e almôndegas de tofu (amassa o tofu e coloca bastante tempero (sal, curry, chimi-churry, gengibre, cominho, ervas, salsinha, cebolinha), farinha de rosca e óleo. Mistura tudo e coloca no forno pra assar por uns 20 minutos ou até dourar).
A sopa de batatas de Julia Child

Hoje, amanheceu chovendo (pra variar) e era dia de feira. Ah, que legal, estamos sem almoço nenhum =/ Então, arrumei algumas coisas da feira no lugar e vamos nós duas (claro, porque a Lê me ajuda bastante, e adora ajudar) a fazer algo simples, porque simplesmente já eram 11h e estávamos com fome. Eu estava com ideia de fazer batata bolinha assada com molho pesto e tomate. Mas a cabecinha de vento esqueceu de comprar manjericão na feira... e aí? Fiz o molho com agrião, azeite, castanhas, um tico de sal e peguei umas folhas do meu manjericão pra dar um gostinho). Cortei as batatas, a Lê foi ajeitando na travessa e colocou os tomates e o molho.
As batatas já assadas

Que mais? Brócolis e couve-flor no alho e óleo e um macarrão simples, com o resto da abobrinha que eu tinha feito pra Suzie (porque ela não come mais ração), alho, azeite, cebola, temperinhos "de bruxa", como sempre dizem e 3 colheres de sopa de molho de tomate. Uma salada deliciosa pra acompanhar e pronto: um almoço rapidinho, fácil e delicioso. Ainda bem que sobrou pra janta porque, senão, teríamos que apelar pra um lanche.
O manjericão de casa, que está lindo, com flores, e me deu uns raminhos pra dar um "tcham" no meu pesto de agrião

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Me contento com pouco...


Depois de algumas tentativas de plantar hortelã em casa, parti para as sementes de saquinho. Comprei no supermercado um pacotinho de hortelã e outro de manjericão e plantei junto com a Letícia.

Em algumas semanas, eis que nascem as minhas hortelãzinhas, lindas. Mas nada do manjericão... então, minha mãe me deu um pé de manjericão, que está lindão!

De repente... NÃO, minhas hortelãs morreram!!! Já estava com planos de comprar uma mudinha, afinal, não tinham ido pra frente as minhas mudinhas. Mesmo assim, continuei molhando a terra, todo santo dia, já que a esperança é a última que morre.

O esforço valeu a pena: ontem, nasceram minhas hortelãs "fênix". Na verdade, elas renasceram, sei lá. Só sei que dei um grito, acordei o Luis (tá bom que ele tinha mesmo que acordar) e a Lê perguntou por que eu tinha gritado. Aí mostrei minhas plantinhas, verdinhas, lindas, ressurgindo no vaso.

Fiquei feliz =)

Foto: Minhas hortelãs "fênix"

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fazendo farra na cozinha

Ultimamente tenho tido uma excelente ajudante em cada coisa que faço, principalmente na cozinha.

Interessante de ver como a Lê tem interesse em aprender a cozinhar: ela faz questão de me ajudar quando vou preparar alguma coisa. Claro que quando essa coisa é algo mais complicado, eu acabo fazendo enquanto ela dorme; mas, se for algo simples, faço com ela acordada mesmo. Seria uma maneira dela aprender, ajudar e ver como se faz comida, até mesmo incentivá-la a comer aquilo que ela ajudou a preparar.

Isso já começou faz um tempo, mas ainda não tinha fotos legais pra postar aqui. Mas ela gosta de ajudar no preparo do arroz, feijão, salada, legumes. Semana passada ela se entreteu escolhendo e lavando feijão e fazendo um bolo vegano de laranja (adorou raspar a tigela depois). Hoje ela me ajudou a fazer uns pastéis (não sei se a massa é vegana, foi ganha), me ajudou a preparar o recheio (PTS temperada com azeite, sal, orégano, ervas, chimi churry, cominho, curry, salsinha e cebolinha) e a fechar a massa, além de ajudar com a salada: escolheu as folhas de agrião e colocou-as na tigela junto com o pepino e o tomate já fatiados.

Claro que ela mais comia o recheio do pastel do que colocava nele... risos. Mas isso faz parte. Quero esta semana fazer pão com ela e, se eu estiver a fim de comer tranqueira, um brigadeiro.

Fotos: Letícia ajudando com o pastel e com a salada.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Almoço de sábado

Aqui a receita do nosso almoço de sábado (hoje mesmo). Quem quiser saber como foi gostoso fazê-lo, clique aqui.

Primeiro, fiz uma salada de alface, agrião, pepino japonês e tomate. Teve também tirinhas de tofu temperadas com gengibre em pó e shoyo, batatas cozidas com sal e, depois de esfriar, temperadas com azeite, salsinha e cebolinha, espaguete ao pesto, ratatouille e suco de laranja (4 laranjas), abacaxi e melancia, sem açúcar. Seguem as receitas.

Espaguete ao pesto
meio pacote de espaguete
1 maço de manjericão
3 dentes de alho
meia xícara de azeite de oliva
1 tomate
sal a gosto

Em um liquidificador bata o alho, o manjericão, o azeite e o tomate. Cubra a massa já cozida com esse pesto.

Ratatouille
1 berinjela
1 abobrinha
1 tomate
1 cebola
2 dentes de alho
azeite
sal e temperos a gosto

Pique em cubos a berinjela, a abobrinha e o tomate. Em uma frigideira, refogue no azeite a cebola, alho, berinjela e abobrinha. Depois junte o tomate e deixe esfriar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Au au não: é cachorro!

Alguns de vocês sabem que nós não falamos tatibitate com a Letícia. Portanto, falamos com ela normalmente, conversamos num tom de voz normal e falamos as coisas corretamente. Afinal, a Lê é um adulto verticalmente reduzido, apenas isso, entende tudo perfeitamente.

Prova disso é que nunca falamos "piu piu", "au au", "mi au" e tantas outras coisas que vemos os pais falando por aí. Sempre falamos o nome correto: passarinho, cachorro, gato. E ela fala corretamente e até fica olhando feio pra quem fala errado com ela. Outro dia uma senhora ficou insistindo em falar au au, mesmo eu explicando que era pra falar corretamente, que a Lê não sabe o que é au au. Aí a Lê virou pra senhora e falou assim: "a vovó não sabe falar cachorro". Huahuahuhauhua, a senhora nunca mais falou nada =P

Abaixo, algumas coisas que nossa pequena sabe falar. Vejam: ela não apenas fala "passarinho" e "cachorro", como sabe algumas espécies de aves e raças de cães. Fala a verdade: ela, nem tem dois anos e já sabe, então, pra que ensinar o jeito errado de falar? Na minha opinião, isso só atrapalha, porque a criança (acho) nem sabe o que estamos falando quando falamos certo (quando falam errado com a Lê, ela olha estranho, não entendo nadica de nada do que estão falando com ela).


Letícia falando as aves (ela errou só o "papagaio verde" e o "papagaio azul) - detalhe: eu não sei direito as aves dos desenhos, fui falando o que eu achei que eram, ok?



Letícia falando as raças de cães (bom, essas eu sei quais são, mas não é lindinho ver ela falando do jeitinho dela?)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aprendendo a usar o banheiro


Faz algumas semanas venho ensinando a Letícia a usar o banheiro. Ela já não fazia mais coco na fralda fazia tempo, pedia pra usar a privada. Aí, pensei: então, vamos tirar de vez e usar só pra dormir.

Claro, foram inúmeros xixis no chão - nunca limpei tanto xixi fora de lugar, nem quando a Suzie estava aprendendo a usar o jornal (já que ela veio sabendo fazer só fora de casa) - mas nunca coco: esse ela pedia pra ir.

Sempre com paciência, claro, limpava o xixi e explicava que ela precisava pedir pra ir no banheiro antes de fazer.

Teve dias que ela adorava fazer xixi nela mesma, pisotear no xixi (e cair bastante também) e lavar o cabelo - a Letícia tá lavando o cabelo, a Letícia tá lavando o rosto. Nessas horas, só tinha que rir mesmo.

O treino pra ir ao banheiro é assim mesmo: demorado, cansativo, temos que ter paciência e não ficar nervosa com a criança porque ela errou. Se ela errou, é porque ainda não entendeu, e não porque é uma criança má (o mesmo se aplica quando ensinamos um cão, sabiam disso? Aliás, muito do que uso pra educar a Letícia, uso pra educar a Suzie também - e tem dado muito certo, diga-se de passagem. Essa é uma das vantagens de se saber lidar com um cão - você acaba sabendo como lidar com uma criança também).

Fazendo esse treino, descobri que minhas meninas têm mais uma coisa em comum: o olhar de quem quer fazer xixi. As duas me olham do mesmo jeitinho, como quem diz: "mãe, me leva pra fazer xixi? Tô meio apertada aqui....". Verdade! A Letícia não pede explicitamente "mamãe, quero fazer xixi", como faz quando quer fazer coco. Ela me pede com o olhar. Então, mãe sempre atenta aos olhares das duas filhas agora. E têm também as mesmas atitudes, me seguem com aquele "olhar de xixi", como tenho brincado ultimamente.

Ontem foi muito engraçado. A Letícia entretida com seus brinquedos, dançando as musiquinhas dela e eu terminando de preparar os pratos de cada uma pra jantar. Aí, de repente, vem ela: "mamãe, a sala tá suja". Eu fui ver e vi umas bolinhas no chão. Coco. Ela esqueceu de me avisar que estava com vontade de fazer mas, mesmo assim, não fez na calça: abaixou as calças, agachou, fez coco beeem no cantinho, longe dos brinquedos. Achei a maior graça, mas não se pode rir na frente dela, né?! Senão, ia ser todo dia coco na sala, porque eu achei muito engraçado. Limpei e joguei na privada, pra ela ver. Depois de uma hora, me pediu pra ir fazer xixi e coco: que bonitinha, fez mesmo, os dois!

Outra vantagem de se ter cão é você ter em casa produtos que tiram o cheiro de xixi e coco. Eu os uso pra limpar os erros da minha filhinha pelada também, lógico!

E vamos seguindo com o treino, entre muitos acertos, alguns erros e muita diversão também. Afinal, nem tudo na vida é só trabalho: precisamos, e devemos, nos divertir em cada momento (e eu venho tentando aprender isso, preciso praticar mais minha diversão...).

Na foto, Letícia ainda com 1 aninho, mas já fazendo coco só no banheiro. E, claro, lendo revistas como a mãe =) Qual revista ela estava lendo? Cães & Cia hehehehehe.