sábado, 2 de abril de 2011

Alimentação na mídia

A alimentação é um tema que nunca sai da moda quando se trata de matérias para revistas, jornais e televisão.

Semana passada, dia 25/03, saiu uma matéria sobre alimentos orgânicos no Globo Repórter (que pode ser vista aqui). Eu confesso que ainda não vi a matéria mas, as pessoas que seguem a lista de discussão deste blog que viram disseram que a matéria foi muito boa e completa. Verei e volto aqui para dar o meu pitado. Com certeza eu verei esta matéria e ficarei com vontade de ter a minha hortinha... risos. Não compro tudo orgânico pra gente em casa, mas procuro ao máximo usá-los. Sei que são mais ricos em nutrientes, são melhores para o meio-ambiente e para as pessoas (que plantam e que comem), mas ainda não cabe no nosso orçamento mudar tudo para orgânico. Tofu, açúcar, morango, milho, pimentão, certas verduras e frutas e ovos compro orgânico. Os preços não são tão caros em comparação com os convencionais e costumam durar mais tempo também.

Hoje, 02/04, no Jornal Hoje, passou uma matéria sobre vegetarianismo (ver o vídeo aqui). Nesta matéria a Letícia apareceu, linda e fofa, mas foi só essa parte que valeu a pena ver. A matéria foi muito fraca e tendenciosa. Não entrevistaram um nutricionista especializado em vegetarianismo e ele, claro, falou muita besteira. Dentre elas, que "os únicos substitutos da carne são ovos e leite, que são os alimentos mais completos que existem e ricos em ferro-heme (que é o ferro que fica)". Pára o mundo que eu quero descer! Onde que estes alimentos contém ferro?? Onde ele fez nutrição, por favor? Por correspondência, só pode! Só faltou falar que quem é vegetariano está fadado a uma morte lenta e cruel por inanição... Podia ser muito boa a matéria mas... entrevistaram as pessoas erradas. Seria como eu chamar o presidente da Pró-Carne pra dar uma entrevista pra gente falando sobre os benefícios do vegetarianismo... risos.

Sigamos nos informando, comendo bem e mostrando pra essa gente que vegetariano é saudável sim, e mais que muito onívoro por aí, obrigada.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Slow Food


Faz um tempinho que gostaria de escrever aqui sobre isso: o Slow Food.

Sabemos que a vida hoje em dia é corrida, que muitas pessoas acabam apelando para o fast food, comidas prontas e congeladas, lanchinhos na rua etc. Com isso, vamos deixando de lado nossa saúde, nossa preocupação com o que comemos, com as tradições culinárias, com o prazer de preparar nossos alimentos.

O Slow Food veio como resposta aos efeitos do estilo de vida levado atualmente e segue o conceito de ecogastronomia, aliando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as conexões entre o que comemos e nosso planeta.

Nós, que somos vegetarianos, acabamos sabendo que ao selecionar direitinho o que comemos, contribuímos para a saúde do planeta, além da nossa saúde (e de nossos filhos).

Há algum tempo, mais precisamente quando engravidei, passei a ver minha alimentação com outros olhos. Nós já éramos vegetarianos há anos quando engravidei, mas não tínhamos tanta preocupação com a comida. Fazia o que tinha vontade, não tinha tanta variedade de alimentos na nossa geladeira e fazíamos mais uso de alimentos industrializados que hoje em dia.

Com o tempo, vi que isso não seria legal. Afinal, o que eu queria mostrar pra Letícia? Que comer era apenas algo pra não passar fome ou uma relação de harmonia com a comida e seu preparo? Preferi a última opção: além de ser mais sustentável, é mais saudável também.

Então, hoje em dia eu acabo preparando tudo em casa: pães, bolos, iogurte, doces, biscoitos, massas de torta (já fiz massa de macarrão e de lasanha), gnocchi, molhos, almôndegas, hambúrgueres e nuggets (vegetarianos) etc etc etc. Passamos longe da sessão de congelados e, de industrializados, ficamos com as farinhas e macarrão.

Não vou dizer que é fácil, porque não é: dá trabalho, tanto para fazer quanto pra comprar os ingredientes, mas é tão prazeroso fazer, o resultado é tão bom (quem come um pão caseiro não consegue mais de jeito nenhum comprar pão de forma industrializado - só pão francês que ainda compro), que não tem mais volta: mudança de hábito total.

Letícia tem participado dessas aventuras culinárias, e tem adorado. Fora isso, temos nossos temperinhos plantados em vasos e, um dia, ainda terei alguns alimentos plantados em vasos, ou mesmo num pequeno canteiro, o que der.

Em tempo: eu não conhecia bem o movimento slow food, mas sempre achei bacana e hoje, vejo que sou adepta dele mesmo não sendo membro.

E você? Como é sua relação com a comida?

Quer conhecer mais sobre o movimento? Acesse: Slow Food Brasil

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quer cozinhar? - Updated!

Há muito tempo estou para postar aqui uma relação de blogs que eu recomendo quanto a receitas de comidas gostosas. Fuçando na net, acho sempre alguma coisa bacana. Para quem, como eu, gosta de cozinhar, é um prato cheio!

Vamos aos blogs então:

1. http://www.lacucinetta.com.br/ - não é vegetariano, mas existem muitas receitas ovo-lacto de pratos principais, sobremesas, pães, bolos, sopas, saladas, dicas de aproveitamento de alimentos e dicas de melhores alimentos naturais (a autora é totalmente contra a compra de alimentos industrializados, inclusive pães). Faço muita coisa desse blog e todas ficam muito boas. A Lê e maridão comem com gosto (adapto para receitas caninas p/ minha filha peluda que também não come mais ração).

2. www.vegvida.com.br - esse site é da Renata Octaviani, uma amigona minha de Campinas. Além de receitas totalmente veganas e deliciosas, muitas dicas incríveis também. Pra quem é de Campinas e região, todos os sábados ela tem uma barraca numa feirinha com comidas doces e salgadas. Vale a pena visitar (e se deliciar).

3. http://cantinhovegetariano.blogspot.com/ - receitas veganas, lacto e ovolacto. Também já fiz coisas muito gostosas desse blog.

4. http://pat.feldman.com.br/ - Não é um site vegetariano, tem muuuuita coisa com carne, mas vale a pena pelos artigos referentes à nutrição (a autora é contra industrializados e relata muitos estudos que comprovam o quanto eles fazem mal pra nossa saúde e, principalmente, pra dos pequenos. Inclusive também não alimenta seus animais com ração, que nada mais é que alimento industrializado). Tem algumas receitas com papinhas. Se tiver carne, substitua por alimentos vegetais ricos em ferro (lentilha, tofu, ervilha etc).

5. http://www.comerparacrescer.com/ - Também não é vegetariano, mas valem as dicas. É para crianças.

6. http://www.vegetarianocomeoque.com.br/ - Veganíssimo!! Esse blog é muito fofo, gente, vale muito a pena fazer as receitas. São fáceis, tem o passo a passo e uma delícia.

7. http://thelovefood.blogspot.com/ - Apesar do nome, está em português (mas é de Portugal). As fotos são maravilhosas, as comida também. Só precisa ver os termos direitinho, porque algumas coisas são diferentes daqui.

8. http://projetovegan.blogspot.com/ - O autor parou de escrever, mas tem muitas receitas bacanas por lá. Vale visitar.

Helena, frequentadora do blog, também indicou estes dois sites, ambos em inglês:
9. http://blog.fatfreevegan.com/ - culinária vegana e com pouca gordura =)

10. http://veganyumyum.com/ - tem muita coisa gostosa, várias receitas. Tudo vegano também.

Além desses, aqui também temos algumas receitas. Poucas, bem sei, mas tem. E aí, vocês tem mais sites de receitas gostosas que possam me indicar?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que realmente importa


Pode parecer estranho mas, enquanto muita gente fica feliz ao comprar o carro do ano; ao ter aquele celular que até faz a janta pra você; conseguir dinheiro para aquele super notebook que inclusive passa a sua roupa; eu fico feliz em ter a oportunidade de passar um tempo com minhas meninas e meu meninão (risos).

Tudo bem, livros também me deixam super felizes e quem me conhece sabe disso. Livros são a minha perdição.

Mas... nada como passar um tempinho com a família nestes tempos modernos, em que tudo desvia a nossa atenção, onde temos tudo, menos tempo.

Gosto disso, dos momentos de contação de histórias; dos passeios no parque, ou menos na rua, onde podemos levar a Suzie junto.

Afinal, tudo o que passamos juntos, em família, ficará guardado na nossa memória, como algo bom que nos aconteceu. Quem não se lembra da mãe contando histórias; do pai ensinando a andar de bicicleta; do avô jogando bola e da comilança na casa da avó. Essas coisas não acabam, nunca. Já os computadores, celulares e carros... estes sim, acabam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Imaginação

Acho incrível como, de repente, a Letícia passou a se identificar com personagens de programas que ela gosta.

O primeiro personagem foi o Mike, de Monstros S.A.. Ela ficou um tempão sendo o Mike. Depois, ganhou o DVD do Balão Mágico de Dia das Crianças e passou a ser o Mike da Turma. risos. O mais interessante, é que todos da família acabam sendo os personagens também. Isso começou no Balão Mágico. Ela era o Mike, eu o Tobby, o Luis o Jairzinho, minha irmã a Simony, minha mãe o Fofão, meu irmão o Fábio, meu pai o Roberto Carlos e a Suzie o Yó (aquele bicho da música "É tão lindo"). Pois é, a Suzie também entra na onda =)

Recentemente, estamos assistindo a um seriado antigo chamado "Os Pioneiros", que é baseado na série de livros da Laura Ingalls Wilder. Eu tenho todos os livros e recomendo. É muito interessante, não apenas como leitura, mas para se ter ideia de como era viver lá longe, pelos anos de 1870 e poucos. Quantas dificuldades, o valor da família e dos amigos... que supera qualquer coisa! Interessante mesmo. Claro que a série não é um retrato fiel dos livros (que são 9 ao todo), mas acho muito interessante também, pois o essencial é mostrado: como eles, juntos, conseguem fazer muitas coisas; que apesar de todos os problemas, estão sempre juntos, um apoiando os outros; passam por muitas dificuldades, mas, mesmo assim, os amigos estão sempre por lá.

Neste também a Letícia tem uma personagem, que é a Mary Ingalls. Há alguns dias, Mary ficou cega e a Letícia, no mesmo dia, começou a falar que não conseguia enxergar mais, porque ela era a Mary e tinha ficado cega. Mas não pensem que ela ficou com medo: encarou na boa e viu que a personagem deu a volta por cima: ao invés de ficar se lamentando, foi para uma escola específica para deficientes visuais e até se tornou professora (tudo isso aconteceu na vida real). Hoje, apesar da Letícia ser a Mary, não diz mais que não enxerga nada.

E nós, quem somos na história? Minha mãe é a própria Laura Ingalls, a autora dos livros e a personagem principal; eu sou a Carrie Ingalls, terceira filha do casal, que trabalhou como jornalista na vida real; Luis é o Charles Ingalls, pai das meninas e um dos primeiros pioneiros dos EUA; minha irmã é a Caroline, a mãe das meninas; Suzie é o Bandido, o cachorro da família. Ninguém mais na família tem um personagem definido... risos.

Mas, acho mesmo interessante como ela passou da fase bebê e está na fase criança, na fase da fantasia. Incrível isso... e até quando brinca de casinha, os personagens são todos da série da Laura Ingalls. Agora, preciso pegar os livros e trazê-los para cá, porque ela já quer que eu os leia pra ela. E terei uma plateia pra ouvir as histórias: o Charles e a Laura =)

Foto: da esquerda para a direita: Laura, Charles, Caroline (com a Gracie, quarta filha, no colo), Mary (já sem enxergar) abraçada à Carrie e Bandido, o cão adotado, junto à família Ingalls.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Revista dos Vegetarianos

Há um tempo atrás, comentei que teria uma novidade para vocês. A novidade é que nosso blog ficou famoso no meio vegetariano.

Fui entrevistada pela Jaqueline B. Ramos, repórter da Revista dos Vegetarianos. A matéria? Infância Vegetariana. Nosso blog tá lá, meninas! E a matéria ficou muito, muito boa mesmo. Recomendo a leitura.

Para quem quiser ler a matéria inteira, basta clicar aqui. Espero que gostem! E espero que eu consiga publicar mais coisas por aqui, pois ideias não me faltam, o que falta é tempo mesmo.

Beijos a todas!

domingo, 28 de novembro de 2010

Moqueca de Palmito

Esses dias resolvi fazer uma receita nova. Uma moqueca de palmito. Gosto de inventar / fazer receitas novas principalmente para mostrar para a Letícia que nós, vegetarianos, comemos coisas muito gostosas, diferentes, sem precisar comer nossos amigos animais nem causar a eles sofrimentos desnecessários.

Pretendo fazer pelo menos duas vezes na semana uma receita mais bacana, algo diferente. A eleita da vez foi uma moqueca de palmito que agradou inclusive os não-vegetarianos da casa (afinal, ainda não estamos na nossa casa, mas isso é outra história).

A receita é vegana, extremamente saborosa e fácil de fazer. Eu a adaptei pra ficar ainda mais fácil, OK? E desculpem a falta de foto mas... a moqueca acabou alguns minutos depois de pronta.

Moqueca de Palmito
Adaptada da Revista dos Vegetarianos nº 49

Ingredientes
- 400g de palmito pupunha em conserva (pode colocar um pouco mais, como fiz aqui, pros loucos por palmito)
- 2 garrafinha de leite de coco
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 1/2 cebola picada
- 1 pimentão vermelho picado
- 1/2 talo de alho-poró picado
- 2 colheres (sopa) de cheiro-verde ou coentro
- 1/2 colher (sopa) de sal
- 1/2 dente de alho picado
- 1 colher (chá) curry
- 1 colher (chá) chimi-churri
- 1 colher (sobremesa) de ervas de provence
- 1 xícara de molho de tomate


Modo de Preparo
Refogue a cebola, o alho, o alho-poró e o pimentão no óleo. Deixe dourar. Acrescente o leite de coco e o molho de tomate e deixe apurar. Bata essa mistura no liquidificador ou mixer e volte à panela. Adicione o palmito pupunha fatiado nessa base de moqueca, acrescente os temperos e corrija-os se necessário.