terça-feira, 23 de junho de 2009

Tem louco pra tudo neste mundo...

Esses dias fiquei tão irritada... cheguei em casa transtornada, tremendo... e olha que eu dificilmente fico assim. Até fiz um chá de cidreira pra me acalmar pra cuidar direito das meninas, viu...

Tava passeando com as duas de manhã, como sempre faço (manhã, almoço e tardinha), com uma amiga minha aqui do prédio. A Lê super bem no sling. Aí, uma senhora começou a gesticular da casa dela, chamando. Ela queria falar comigo. Fui lá ver o que a senhora queria, já que eu não a conhecia. Agora começa o diálogo (ou seria discussão?):

velha doida - Olha, faz tempo que estou pra te falar isso. Eu e uns taxistas estamos indignados! Não faça isso com a sua filha, ela vai crescer com as pernas abertas!!!
eu - QUÊ?
vd - Andar com ela pendurada nesse pano, vai acabar com as pernas dela, é um absurdo!
eu (ainda calma, pq esse tipo de reação eu sempre ouço - mas tô começando a ficar irritada já) - não, veja bem. O sling é próprio para se carregar bebês e crianças sem causar danos à coluna ou às pernas. Além disso, acalma a criança, pois ela fica pertinho da mãe.
vd (já praticamente gritando) - é, pode ser próprio, mas não é adequado! Um absurdo! Você devia deixar ela em casa pra sair com o cachorro na rua, que horror! Vc fica muito tempo com ela aí dentro! (detalhe, eu fico cerca de 1h no total do dia, ainda acho pouco, agora até menos, porque ela tem ido andando em alguns passeios) Eu tenho uma sobrinha....
eu - CHEGA! Eu não tenho com quem deixar minha filha pra sair na rua, ela também precisa passear e aqui ela se sente segura! Ponto final!

Hoje já estou mais calma, mas no dia eu começava a tremer só de pensar... ela foi tão agressiva que a Letícia assustou, me abraçou, começou a chorar... saí de lá e ainda soltei um palavrão (e eu não sou disso). Não sei se ela ouviu... olha, sinceramente, estou cansada dessa gente... tudo começou depois de sair aquela reportagem na Veja... que coisa!

Minha amiga ficou indignada, disse que onde já se viu, nem conhece a pessoa e vai falando assim, se intrometendo! Depois, comentei com o Luis à noite. E ele falou que, se eu começasse a ter muito problema, pra falar com ele, que ele vai falar com a pessoa.

Ela não é a primeira pessoa que fala isso, mas foi a mais agressiva, chegando ao ponto de fazer a Letícia chorar de medo. Tem um senhor que fala que vou acabar com a minha coluna e eu já desisti de explicar que não sobrecarrega a coluna. Enfim...

Não aguento mais... acho que vou começar a sair com fone de ouvido na rua, fingindo estar ouvindo música... porque meu ouvido não é penico não... e eu não pedi opinião de ninguém. Ou então, como diria uma amiga, falar assim: "Você tem algum embasamento científico pra dizer isso?". Ou ser um tiquinho menos paciente: "Eu perguntei alguma coisa? Pedi sua opinião? Então vá cuidar da sua vida que da minha cuido eu, muito obrigada".

Detalhe engraçado: até hoje, quando passo na frente da casa da dita cuja, a Letícia começa a gritar na rua "velha doida" e eu caio na gargalhada... hehehehehe

PS: Na foto, ela tá com cara de incomodada? risos

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Receita: Panqueca de lentilha e tahine (vegana)


Essa receita é muito fácil de fazer e aqui em casa todos gostam =)

Ingredientes da massa:
- 1 xícara e meia de farinha de trigo
- 2 colheres (sopa) de óleo de canola
- 1 xícara e meia de água
- 1 colher (café) de sal marinho
- 1 colher (chá) de fermento em pó químico
- 1 pitada de açafrão (opcional), pra dar essa cor amarelada na panqueca (vejam que uma delas é branca, fiz uma massa sem açafrão porque tem gente não curte muito temperos fora sal, e também não era de lentilha, mas de queijo)


Ingredientes do recheio:
- 1 dente de alho picado
- 2 colheres (sopa) de azeite
- suco de 1 limão
- 1 xícara (chá) de lentilha
- 4 colheres (sopa) de tahine
- sal e temperos à gosto (usei gengibre em pó, salsinha, cebolinha e coentro em pó)

Modo de preparo da massa:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aqueça uma frigideira e unte levemente com óleo. Encha uma concha de feijão com a massa e despeje na frigideira. Frite-a virando com uma espátula para dourar dos dois lados.

Modo de preparo do recheio:
Cozinhe a lentilha em água com uma pitada de sal. Deixe dois ou três dedos de água acima da lentilha. Escorra e reserve. Misture em meia xícara de água o tahine, o dente de alho, o suco de limão e os temperos. Acrescente a lentilha e mexa bem.

Agora, é só montar as panquecas e comê-las =)
Depois me digam se conseguiram fazer, se gostaram.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Receita: Quibe de Berinjela (vegana)

Segue uma receitinha vegana para alegrar o blog! Esta receita foi testada e aprovadíssima, tanto que farei de novo ainda essa semana! Até hoje a Letícia fica pedindo o quibe (ibe!) pra comer hehehehehe. Mas, se contentou com a torta de abóbora mesmo.

E vocês, tem alguma receita testada a aprovada (vegana, lacto-vegetariana, ovo-vegetariana ou ovo-lacto-vegetariana) para compartilhar?

Quibe de Berinjela

Ingredientes:
2 xícaras(cha) de trigo para quibe
4 xícaras(cha) de água morna
2 beringelas grandes descascadas e cortadas em cubos
1 xícara(cha) de água
1 cebola grande picada
3 colheres(sopa) de hortelã picada
2 cenouras raladas
1 colher(sopa) de sal
1 colher(sopa) de margarina (usei uma marca vegana)
6 colheres(sopa) de amido de milho

Como fazer?
1. Coloque o trigo em uma tigela e cubra com a água morna. Deixe de molho por 1 hora. Passe por uma peneira. escorrendo bem todo o liquido. Reserve.

2. Unte uma assadeira retangular. Temperatura média.

3. Em uma panela média, junte a beringela e a água. Cozinhe em fogo médio até que a beringela esteja macia e todo o líquido tenha secado(cerca de 20 minutos).

4. Bata no liquidificador a beringela e a cebola. Passe para uma tigela e acrescente a hortelã, o trigo escorrido, a cenoura, o sal, a margarina e o amido de milho. Misture bem.

5. Acomode a massa obtida na assadeira untada e leve ao forno por 30 minutos ou até que esteja firme.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bebê e criança vegetariana?


Acho engraçado como as pessoas encaram o vegetarianismo como algo prejudicial à saúde, principalmente de gestantes, bebês e crianças.

Quando engravidei, uma conhecida disse ter visto em um programa de TV que as gestantes devem comer carne sim, mesmo as que são vegetarianas, porque senão os bebês sofrem de anencefalia. Eu simplesmente olhei pra cara da moça, também gestante, e falei "não vou comer carne". "Ah, mas minha amiga também é vegetariana e comeu durante a gestação". "Eu não sou sua amiga. E não fala mais nesse assunto porque isso é uma grande mentira".

Assim que a Letícia nasceu, a mesma pessoa disse que eu precisava comer carne, pro meu leite ficar mais forte, senão a Letícia ia passar fome. Já fui logo cortando o assunto e arrematei: "e nem venha falar depois das papinhas, porque a Letícia, assim como nós, não vai comer carne. Ponto". Tudo bem, fui vista como a chata do momento, mas não estou nem aí. Eu não consigo entender o motivo de ser tão difícil assim entender que não necessitamos de carne para viver, muito menos para sermos saudáveis.

Felizmente, não temos muito problema com relação à nossa dieta. Isso porque, além de corrermos atrás de informações sobre nutrição, faço uma variedade grande de comida em casa (um pouco de cada, pra fazer comida todos os dias), sempre tendo cereais, grãos, raízes, leguminosas, legumes, verduras e frutas (ao contrário do arroz, feijão e bife dos onívoros). Tudo bem balanceadinho, pra não faltar nada. Nossos exames indicam que estamos fazendo o certo. Custa mais caro? Não, é mais barato ser vegetariano. Nem usamos muito a famosa PTS, porque ela não traz muitos benefícios quanto à nutrição. Mas tenho em casa, porque às vezes quero fazer algum bolinho, hamburguer ou algo do gênero. Já o tofu, usamos uma vez na semana, que é quando compro na feira. Faz muito sucesso, além de ser uma ótima fonte de proteína.

Recentemente li em uma revista onde somente se criticava a dieta vegetariana, praticamente dizendo que nós, que optamos por essa dieta e incluímos nela nossos filhos, somos malucos. O triste é que não foram pesquisadas pessoas com experiência nesse tipo de alimentação, entrevistaram qualquer pessoa por aí, que acha tudo ridículo. Agora, uma pergunta: quantas pessoas onívoras conhecemos que tem alguma doença? Geralmente, relacionada ao consumo de carne, não é mesmo?! Ou então, a uma dieta pobre. Quantos onívoros por aí que são anêmicos, tem diabetes, pressão alta... a maioria se alimenta mal e, quando comentamos nossa opção, acham que nós é que nos alimentamos pessimamente. Ai ai ai...

Uma curiosidade: assim que engravidei, fui avisando pra obstetra que eu não iria comer carne de jeito nenhum, nem a Letícia. Ela só me fez elogios, dizendo que é a melhor dieta a ser seguida, que sendo equilibrada não faltariam nutrientes. Dito e feito: nada de anemia, de deficiência de nada. E olha que ela nem me receitou vitaminas a mais. O mesmo vale pra pediatra da Letícia.

Só pra terminar: eu tive muito mais leite que a minha conhecida, que come carne pra caramba, e meu leite não secou: amamentei até os dez meses da Letícia porque ela não quis mais saber do meu seio (pra minha frustração). Já o leite dessa conhecida secou quando a filha dela tinha 5 meses. Portanto, meninas, não fiquem impressionadas com os comentários: sigam seus instintos, suas convicções, seu modo de vida! E lembrem-se: nossas melhores armas são nossos conhecimentos (para termos argumentos) e nossa saúde de ferro.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Começando


Este espaço foi criado para que possamos trocar experiências, vivências, receitas, dúvidas, dicas, desabafos, relatos, informações, amizades e tudo o que mais quisermos.

Somos mães, vegetarianas, acreditamos em um mundo melhor, com mais harmonia, saúde e beleza; pensamos não apenas em nosso bem-estar, mas no de nossos filhos, dos animais, da humanidade, do planeta; vivemos nosso presente, sem nos esquecer do futuro; procuramos viver da forma mais sem crueldade possível, causando menos impacto no planeta; buscamos o respeito por todas as criaturas vivas; sonhamos com um mundo mais humano; lutamos pela harmonização do parto e da criação dos filhos; somos maternas.

Este é nosso cantinho. Puxe uma cadeira e embarque nessa viagem conosco. Garanto que você curtirá cada momento aqui passado.